
"O que fazer comigo"?
A Grande Pergunta.
Comigo é eu junto com outro eu, ou é só eu?
Há um plural nesse "comigo"?
Há alguma segurança de unidade? E se houver unidade, há segurança?
As vezes parece que tem algo que fica, que fica com outro, que a gente deixa com o outro.
E se a gente quiser resgatar? Se a gente quiser pegar de volta? Dá?
Cindido. Eternamente cindido e faltante?
É essa a eterna falta? Há falta porque há o outro? Porque o outro toma algo que não é dele? Que é nosso, que era nosso.
"O que será que me dá"?
Que desejo de retorno, que desejo de eu ausente.

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