trégua e facas

"Tenho tanto sentimento que é frequente persuadir-me de que sou sentimental. Mas reconheço, ao medir-me, que tudo isso é pensamento, que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, uma vida que é vivida e outra vida que é pensada. E a única vida que temos, é essa que é dividida entre a verdadeira e a errada. Qual é a verdadeira e qual a errada, ninguém nos sabe explicar; E vivemos de maneira que a vida que a gente tem é a que tem que pensar". Fernando Pessoa

Friday, May 01, 2009



Volta. Retorno. Meu. Eu. Aquela.

Relendo, lembrei-me. Saudei-me. Quis-me.

Por quê tirar da vida essa parte que te constitui? Por quais razões deixar para a arte isso te que soma, que te faz, que é vida?

Por quê abafar Ahtaud, Sade, Woolf e Claudel? Pra quê patologizar a vida?

Que mania de sanidade que te mata. Que vida morta essa que te resta. Arte como consolo? Arte para os instintos? Ai Freud, és belo por não negativizar o abismo, mas por quê afastá-lo se ele lhe é constituinte? Arte como consolo?

Vida trágica. Vida viva e vívida. Vida trágica.


"A tragédia nos palcos não me basta, preciso trazê-la para minha vida" (Arthaud)

psicanalizar-se?

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