trégua e facas

"Tenho tanto sentimento que é frequente persuadir-me de que sou sentimental. Mas reconheço, ao medir-me, que tudo isso é pensamento, que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, uma vida que é vivida e outra vida que é pensada. E a única vida que temos, é essa que é dividida entre a verdadeira e a errada. Qual é a verdadeira e qual a errada, ninguém nos sabe explicar; E vivemos de maneira que a vida que a gente tem é a que tem que pensar". Fernando Pessoa

Sunday, June 21, 2009




"O que fazer comigo"?


A Grande Pergunta.


Comigo é eu junto com outro eu, ou é só eu?


Há um plural nesse "comigo"?


Há alguma segurança de unidade? E se houver unidade, há segurança?


As vezes parece que tem algo que fica, que fica com outro, que a gente deixa com o outro.


E se a gente quiser resgatar? Se a gente quiser pegar de volta? Dá?


Cindido. Eternamente cindido e faltante?


É essa a eterna falta? Há falta porque há o outro? Porque o outro toma algo que não é dele? Que é nosso, que era nosso.


"O que será que me dá"?


Que desejo de retorno, que desejo de eu ausente.

Sunday, June 14, 2009


"Há sempre algo de ausente que me atormenta"


Camille Claudel