trégua e facas

"Tenho tanto sentimento que é frequente persuadir-me de que sou sentimental. Mas reconheço, ao medir-me, que tudo isso é pensamento, que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, uma vida que é vivida e outra vida que é pensada. E a única vida que temos, é essa que é dividida entre a verdadeira e a errada. Qual é a verdadeira e qual a errada, ninguém nos sabe explicar; E vivemos de maneira que a vida que a gente tem é a que tem que pensar". Fernando Pessoa

Wednesday, April 04, 2007

Hoje sou só licença poética!


04/04/2.007!!!!!!!!!!

É hoje. Depois da frustração de não poder vê-lo em São Paulo, e ver meu ingresso nas mãos de outra pessoa, vou vê-lo da segunda fila! Meo Deus.

Não sei se meu estoque de lágrimas está confiável ou se vou explodir. Não sei se meu amigo vermelho vai me suportar e me cuidar, mas hoje só serei Chico.

CHICO BUARQUE.

Nele espero o amor, bandido ou romantico. Com ele meus amores foram intensos, tanto os bandidos como os romanticos. Tanto os breves como o que insistiu em não cessar. Nenhum frustrado, todos vividos. Ao pensá-lo não posso admitir que a esperança nasceu morta, nem julgar as amélias. Com ele espero à noite de banho tomado. imagina... imagina... sete vidas...coloridas...
Com ele eu sou bréguissima!!!!

Eu jé me arrastei, já arranhei, chorei. Triste e lindo. Reclamei tantas vezes baixinho. Já me vinguei adorando. Já morri de ciúme, quase enlouqueci, mas como era de costume, obedeci. Já cheguei ao encontro chorando, já contei das noites que varei no escuro procurando, ganhei marcas lutando contra o rei. Apesar de em todas as vezes não ter dado o prazer de me ver chorar.
Já pedi pra soltar as unhas do meu coração.Já caminhei desesperada e nua.
Já perdoei, perdoei e perdoei. Magoei por ser cruel e outras vezes por ter medo. Fiz do ponto final meu melhor amigo. E no outro dia, a vida contiua.
Sim, eu viro uma descontrolada e confesso tudo, não sei mais o que é razão.
Até me dou a licença de misturar o Neruda aqui no meio e confessar que eu vivi. E quero mais.
É hoje. Hoje me dou a licença de ser mais adolescente que o normal. De negar o que sempre afirmo, do tal do sentimento racional.
Hoje me dou a licença de ser Bárbara, Beatriz, Terezinha, a mulher do Folhetim, Joana Francesa, Angélica, Cecília, Ana, Fulana, Maria, Rita, Marieta, Carolina, enfim, hoje só sou mulher do Chico.

1 Comments:

Blogger Buenazo said...

Por isso só posso dizer... "foi mesmo uma NOITE MÁGICA". E, minha amiga, tenho que lhe confessar, essas horas, além da admiração e respeito ao artista, bate até um pouco de despeito... "quem dera eu chegasse na idade dele com uma parte do carisma que ele tem".

10:00 PM  

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