trégua e facas

"Tenho tanto sentimento que é frequente persuadir-me de que sou sentimental. Mas reconheço, ao medir-me, que tudo isso é pensamento, que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, uma vida que é vivida e outra vida que é pensada. E a única vida que temos, é essa que é dividida entre a verdadeira e a errada. Qual é a verdadeira e qual a errada, ninguém nos sabe explicar; E vivemos de maneira que a vida que a gente tem é a que tem que pensar". Fernando Pessoa

Wednesday, April 19, 2006

A mim apenas

...talvez devesse riscar corpo todo, e ver a cor do sangue e pensar sobre isso, ou talvez, com ele, escrever poemas sobre o não e o sim da existencia, da minha existencia, porque é só o q posso fazer, me sentir, a mim mesma, só a mim.

"Lord, can you hear me now?"
música: Cold water (Damien Rice)

Tuesday, April 18, 2006

Chanson Triste



"Chanson juste pour toi,
Chanson un peu triste je crois,
Trois temps de mots froissées,
Quelques notes et tous mes regrets,
Tous mes regrets de nous deux,
Sont au bout de mes doigts,
Comme do, ré, mi, fa, sol, la, si, do.
C'est une chanson d'amour fané,
Comme celle que tu fredonnais,
Trois fois rien de nos vies,
Trois fois rien comme cette mélodie,
Ce qu'il reste de nous deux,
Est au creux de ma voix,
Comme do, ré, mi, fa, sol, la, si, do.
C'est une chanson en souvenir
Pour ne pas s'oublier sans rien dire
S'oublier sans rien dire "

Carla Bruni

Thursday, April 06, 2006

My peace of Mind

"peace of mind", uma trégua, mas que trégua? Brecht diria que trégua é o tempo de afiar as facas.
Escolher-se enquanto desistência, pegar o resto que te sobra e te selecionar. Ser anormal dentro da anormalidade, o que não significa normalidade; quanta baboseira essa verborréia que naum leva a lugar nenhum; mas por deveria levar?
Renunciar a parte de si que quer apenas ficar tonto, quer quer apenas rodar e ver as coisas de forma destorcida. Quem disse que eu quero ver a extensão onde as coisas realmente são? Ceder aos prazeres comuns e imediatos, deixar sentir sua pele se arrepiar sem que precise imaginar o que se passa dentro das céulas. E tomar uma taça, ou três, ou cinco, para facilitar o contato com o não você que é mais você, ou não.
É isso, rebolar e ceder a porra da indústria cultural, ou massagear o ego e ser um intelectual de bosta.