trégua e facas

"Tenho tanto sentimento que é frequente persuadir-me de que sou sentimental. Mas reconheço, ao medir-me, que tudo isso é pensamento, que não senti afinal. Temos, todos que vivemos, uma vida que é vivida e outra vida que é pensada. E a única vida que temos, é essa que é dividida entre a verdadeira e a errada. Qual é a verdadeira e qual a errada, ninguém nos sabe explicar; E vivemos de maneira que a vida que a gente tem é a que tem que pensar". Fernando Pessoa

Thursday, April 06, 2006

My peace of Mind

"peace of mind", uma trégua, mas que trégua? Brecht diria que trégua é o tempo de afiar as facas.
Escolher-se enquanto desistência, pegar o resto que te sobra e te selecionar. Ser anormal dentro da anormalidade, o que não significa normalidade; quanta baboseira essa verborréia que naum leva a lugar nenhum; mas por deveria levar?
Renunciar a parte de si que quer apenas ficar tonto, quer quer apenas rodar e ver as coisas de forma destorcida. Quem disse que eu quero ver a extensão onde as coisas realmente são? Ceder aos prazeres comuns e imediatos, deixar sentir sua pele se arrepiar sem que precise imaginar o que se passa dentro das céulas. E tomar uma taça, ou três, ou cinco, para facilitar o contato com o não você que é mais você, ou não.
É isso, rebolar e ceder a porra da indústria cultural, ou massagear o ego e ser um intelectual de bosta.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Adorei o texto Carol...
Como é bom ser denso no final das contas...

1:22 PM  

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