
Tem coisa que eu ainda não entendo. Às vezes queria voltar, moldar. Muitas vezes. Normalmente quando páro.
"Quando páro...". Sinto falta do papel, da caneta, da letra. Mas é tão dificil mudar, voltar.
A enchurrada, a companhia. Medo de vidro quebrado descendo junto? Não. Pulso, sangue, janela, olhar,olhar,olhar,olhar.Não ver. pulso. janela.sangue.
Mas quando lembro.... queria voltar, voltar, voltar.
Na verdade lembro de várias coisas, algumas, quero voltar, outras, fugir, correr, chorar, mudar. Mas aquelas, ahh, aquelas, quero voltar, repetir, repetir, repetir, repetir... e talvez até mudar algo, a duração. Depois de tantos anos, lembrei de Bergson.... a duração. Bergson, Big Ben, ar gelado, Stratford-up-avon, David Bowie, a paint, the silence.
O que permanece? A pergunta?
"O ser humano é uma vasilha que nunca enche". Nem todo o Atlântico? Por favor... sede.cede.
A palavra não dá conta. Nem com toda rapidez do teclado. Ela escapa. Esquece. Foge. E o que fica? Onde fica?
Alguém me roubou. The man who sold the world.
Mas as vezes eu me escapo. E me perco de novo. Me devolve. Mas é quase um estalo, que mancha a língua, que vaza, que pinga, que salga, que chora, que dança.
