
É de mim que se trata.
Uma foto de Café Müller para falar de mim. Desse encontro, ou reencontro, com
com a falta.
Falta de tanto mim por tanto eu.
Não se trata de outro, trata-se de mim.
De mim, não de eu.
De mim preto e branco. Sem a cor que eu coloco.
De mim preto e branco. Sem as mãos pintadas.
De mim dormindo, que o Sartre não fala.
De mim preto e branco, que eu não tenho muito o que falar.
De mim sem cor, que os olhos não vêem.
Que eu encontro quando não percebo e, que quando percebo, me escapa.
De mim. Não de eu. Nem do outro.
